Palavra do Presidente – Qualidade de vida

Acompetitividade no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada para quem procura emprego e para quem precisa de novos colaboradores. A falta de mão de obra especializada é um problema latente hoje em diversos segmentos. Isso fez com que a valorização de funcionários se tornasse uma das ferramentas mais poderosas de retenção de talentos e a riqueza humana passasse a ser vista como o maior patrimônio de empresas bem-sucedidas. Para se manter essa premissa de qualidade de vida do colaborador no ambiente de trabalho, porém, é preciso que a direção da empresa transmita confiança, seja transparente, incentive, reconheça e motive. E, talvez, esses sejam, atualmente, os grandes desafios dos gestores. Contratar um funcionário e treiná-lo exige investimento de tempo e de dinheiro. Perder esse colaborador para quem dê a ele melhores condições de atuação e um retorno financeiro mais atrativo faz com que a empresa não tenha um desenvolvimento qualitativo de suas áreas. É como nadar sem nunca chegar ao seu destino.

O bem-estar é importante para a Mundo Verde e, por isso, está também no dia a dia do nosso trabalho. Acreditamos que uma marca é gerenciada por pessoas, que são o grande ativo de qualquer empresa, e nossa maior alegria é saber que criamos a base para um crescimento sustentável e melhor estruturado. Com a abertura da primeira loja da rede há 27 anos em Petrópolis, município serrano do Estado do Rio de Janeiro, a família Antunes, fundadora da empresa, tinha como único objetivo a busca pelo desenvolvimento da cadeia de suprimentos para o autoconsumo. Entretanto, o conceito inovador do projeto, espelhado pela sua diferenciada missão de qualidade de vida, de consumo responsável e de sustentabilidade, além da regulamentação do mercado de franquias em 1994, propiciaram as condições necessárias para a propagação da marca por meio do franchising. Em agosto de 2009, quando a Mundo Verde contava com 126 unidades em operação, o fundo de private equity Axxon Group ? e um grupo de sócios executivos ? adquiriram 100% da companhia e iniciaram a implantação da governança corporativa, buscando valorizar os colaboradores e aprimorar o atendimento, correspondendo às expectativas da rede de franqueados.

Há quatro anos buscamos fortalecer a nossa equipe interna por meio da criação de um Plano Hay, com implantação de remuneração variável para todos os níveis da empresa. Além disso, iniciamos a distribuição de stock-options para os colaboradores-chave da operação. Criamos também uma universidade corporativa que dissemina o conhecimento para os mais de 2.200 funcionários das lojas. Há concursos anuais de premiação aos destaques de cada nível hierárquico. Todo esse investimento nos proporcionou ter hoje, após quatro anos, 304 lojas, sendo 285 em operação e o restante com contratos já assinados. Além disso, crescemos nesse período 154% no faturamento, equivalente a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 20%. No primeiro trimestre de 2014, crescemos 44%, com 32% de Same Store Sales (SSS), ou seja, sobre a mesma base de lojas de 2013. Esse incremento é bastante superior ao do restante do varejo nacional ou de empresas do setor alimentício e farmacêutico de capital aberto. Pretendemos fechar este ano faturando R$ 437 milhões.

Neste momento, 100% do nosso foco está na revisão do nosso mix de produtos para aperfeiçoarmos o modelo de abastecimento e gerarmos melhores condições comerciais e operacionais necessárias para evolução do número de unidades por meio dos franqueados existentes. Em 2012, lançamos a nossa marca própria Mundo Verde Seleção, que hoje representa a oitava marca mais comercializada na rede, representando 1,8% do faturamento versus a participação de 3% da marca líder. Em cinco anos, queremos que a marca própria represente 30% da nossa receita. A expectativa é que, até 2019, a Mundo Verde esteja operando com 700 unidades, com um retorno superior ao de R$ 1 bilhão.