Copa do Mundo impulsiona faturamento do varejo eletroeletrônico

Por: Raphael Coraccini 1.723 views

Estudo aponta crescimento nas vendas de televisores por causa, principalmente, da Copa do Mundo. Porém, mudanças técnicas na rede brasileira também influencia. Entenda

Crédito: Shutterstock

Um estudo realizado pela empresa de pesquisa GfK apontou que a categoria de Tv’s cresceu 27% em faturamento e 21% em unidades comercializadas na comparação com o mesmo período do ano anterior. A pesquisa contempla os meses entre janeiro e abril de 2018.

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Apesar da alta, os números são muito mais tímidos que de outras copas. Em 2014, quando o evento foi realizado no Brasil, as vendas entre os meses de maio e junho foram 79% maior que o mesmo período do ano anterior.

Mas o aumento mais vertiginoso registrado pela consultoria foi na Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha e que teve a Itália como campeã. Naquele ano, entre os meses de maio e junho, as vendas registradas foram 122% maior que o mesmo período do ano anterior. À época, o Brasil vivia um boom de eletroeletrônicos.

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Se a Copa de 2006 foi marcada pelo aumento do setor de eletroeletrônicos, a deste ano se caracteriza pela substituição dos televisores de telas maiores e com tecnologias mais avançadas. Em 2014, a venda de telas a partir de 48 polegadas representou 13%, versus 7%, em 2013. “Em 2017, as vendas de televisores 4k, ou Ultra HD, representaram pouco mais de 10% do volume de vendas. Já no início deste ano, esses produtos representam no momento 18% das vendas”, afirma Gisela Pougy, diretora da GfK.

Sinal analógico

Além da Copa do Mundo, o desligamento do sinal analógico também é apontado como um dos motivos. Algumas regiões do País sofrerão essa mudança ao longo de 2018. Em 2017, apenas São Paulo, Rio de Janeiro e capitais nordestinas, como Recife, Salvador e Fortaleza, desligaram o sinal analógico. Com a continuação da substituição do sinal de TV em outras regiões, é esperado uma continuação do aumento de vendas de novos televisores.

Diante desse cenário, segundo Gisela, a indústria de televisores enfrentará o paradoxo de colocar no mercado TVs maiores para consumidores com maior renda e versões menores para lares que necessitam se adaptar à tecnologia digital.

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