5 dicas do varejo internacional para empresários brasileiros

Por: Leonardo Pinto 2.905 views

Em visita aos Estados Unidos e à Europa, especialista indica algumas percepções do mercado internacional para aplicação no varejo brasileiro

Crédito: Shutterstock

O varejo internacional está sempre em movimento. Somente nos EUA, o segmento alimentar movimenta 700 bilhões de dólares ao ano. Já na Europa os alimentos orgânicos seguem em alta, gerando vendas no valor de 33,5 bilhões de euros no último ano. Tanto os americanos, quanto os europeus se destacam por oferecer produtos diferenciados e atendimentos inovadores. E o que os varejistas brasileiros podem aprender com os líderes mundiais?

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Recentemente, o consultor de varejo Marco Quintarelli viajou para Orlando, em parceria com a ASSERJ, para realizar o curso Disney’s Approach to Quality Service e guiar visitas técnicas nas redes líderes do mercado internacional, como Whole Foods e Walmart. Na ocasião, o especialista foi responsável por guiar mais de cinquenta supermercadistas do Estado do Rio de Janeiro que tiveram a oportunidades de conhecer as principais tendências dessas organizações e motivos que as levaram a se tornarem reconhecidas.

1) Investimento no atendimento

A primeira visita foi ao Whole Foods, rede de supermercado americana considerada a mais saudável dos Estados Unidos. “O grande segredo da rede é a valorização de seus funcionários. A loja possui 200 colaboradores que recebem constantes treinamentos”. A parceira com a Amazon, que rendeu na loja-conceito da implementação da Amazon Go, fez os canais de venda da Whole Foods ampliarem, atendendo nichos de mercado que a rede não alcançava, ressalta Quintarelli.

2) E-commerce

Já no Walmart, uma das maiores redes de varejo do mundo e local muito cobiçado por brasileiros em Orlando, os varejistas conferiram o forte investimento da rede no e-commerce.  “Eles possuem toda uma logística e estrutura para atender os clientes que procuram pela comodidade das compras online. Atendem em média 500 pedidos por semana, e o cliente recebe a compra em até 4 horas”, conta Quintarelli.

3) Self-Checkots

Outro diferencial identificado pelo especialista durante a visita ao Walmart foi a utilização do self-checkout em suas lojas. No Brasil, a rede está em fase de instalação de caixas de autoatendimento em hipermercados e supermercados. O Walmart mantém seu crescimento investindo em novos formatos buscando atingir a evolução dos consumidores tanto nos hábitos de compra quanto nos canais de atendimento, o que o mantém líder mundial do varejo supermercadista.

4) Sustentabilidade

O profissional também esteve na Private Label Manufactures Associations (PLMA) Trader Show, maior feira de varejo da Europa, onde 2.600 expositores dos 6 continentes ( Europa, Àsia, América do Norte , América do Sul, Africa e Oceania) que reúne as principais tendências voltadas para esses produtos . Na feira, ficou evidente que o mercado europeu está cada vez mais adepto a opções saudáveis, funcionais e sustentáveis.

5) Marcas próprias

“Além disso, o investimento no varejo de vizinhança e os “Hards Discounts” têm crescido e sendo explorado cada vez mais. São formatos de vendas mais acessíveis que garantem também qualidade ao consumidor”, explica Quintarelli. De acordo com o especialista, a marca própria das redes, atualmente, representa, em média, 31% em participação de valor no varejo europeu.

“As marcas próprias seguem evoluindo com diversos atributos e, por isso, cresce a importância de seus detentores terem um posicionamento claro desses produtos em seus pontos de venda. Para o consumidor, a marca própria é mais do que um produto, é igualmente um serviço, uma vez que pode adquirir produtos com qualidade e a preços justos”, finaliza.

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