“O varejo sente os efeitos da crise”, diz Roberto Meir

Por: Gabriella Sandoval 1.128 views

Durante a abertura do Brazilian Retail Week, CEO do Grupo Padrão falou sobre os reflexos da crise e os desafios do varejo no Brasil

Os reflexos da crise ainda refletem no varejo. Só no ano passado, mais de 200 mil lojas fecharam as portas. O desemprego em massa e as restrições ao crédito também reduziram significativamente o consumo. “Difícil sobreviver a esse novo tempo. Vivemos um período de muitas mentiras e, nesse meio tempo, justamente o único setor que tem que entregar 24 horas por dia, sete dias da semana, acabou sentindo os efeitos da crise”, disse Roberto Meir durante a abertura do Brazilian Retail Week (BR Week), que acontece de 12 a 14 de junho em São Paulo.

Roberto Meir citou uma conversa que teve com o já falecido comandante Rolim Amaro, que na época transformou a TAM na maior companhia aérea do País. “Quando você pegava as premissas da TAM, o mandamento número 1 era: ter lucro. Mandamento número 2: ter lucro. Mandamento número 3: ter lucro”, lembrou Meir. Ao questionar o executivo por que só se falava em lucro, Amaro disse que uma empresa só consegue oferecer um bom atendimento se tiver dinheiro em caixa. Fato.

Roberto Meir destacou ainda o cenário de mudanças pelo qual estamos passando. “Tudo está mudando. A forma de viver, de consumir, de pesquisar”, disse o executivo. Por isso, destacou, é fundamental investir em tecnologia. “A Amazon não é uma empresa de varejo. É uma empresa de tecnologia”. E em um mundo no qual as pessoas olham o celular cerca de 200 vezes por dia, é mandatório pensar na experiência do cliente. Nessa tarefa, ferramentas como o analytics são fundamentais. “Não há mais distinção entre o físico e o digital. Os líderes precisam entender que a empresa é uma só e que o cliente quer tudo na palma da mão”, disse o CEO do Grupo Padrão.

Acompanhe, aqui, a cobertura completa do BR Week

 

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