Target cresce 28% na internet e mostra a Amazon e Walmart que está no páreo

Por: Raphael Coraccini 6.271 views

Os bons resultados da Target em 2018 estão relacionados ao seu sistema omnichannel. A marca americana conseguiu avançar com serviços de retirada e entrega expressa. Saiba mais

Crédito: Shutterstock

A Target tem investido em reformas em suas lojas físicas, apostado em marcas próprias e disponibilizando serviços de entrega cada vez mais rápidos para fazer frente a Walmart e Amazon, seus maiores concorrentes.

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Nesta semana, a varejista anunciou que as vendas atingiram 16,5 bilhões de dólares no primeiro trimestre de 2018, alta de 3,5% em relação ao ano anterior. O tráfego de pessoas nas lojas também cresceu, chegando a um aumento de 3,7%, o maior crescimento em 10 anos.

O resultado no ambiente digital foi ainda mais relevante. As vendas na internet cresceram 28% na relação com o primeiro trimestre de 2017. No ano passado, o crescimento havia sido de 21% na relação com o mesmo período de 2016.

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O portal eMarketer afirma que as inovações implementadas pela Target ainda não pagaram os investimentos feitos, mas que “o varejista está no caminho certo”. Um dos principais investimentos feitos pela rede foi a compra da Shipt, no final de 2017, startup de entregas que garantiu à Target a possibilidade de realizar entregas no no mesmo dia em 700 lojas da rede. A iniciativa já trouxe resultados importante no primeiro trimestre de 2018.

A varejista também introduziu o pick-up in store (retire na loja) em 250 lojas e ainda a opção do consumidor comprar pela loja e receber no mesmo dia por meio do serviço de correios. Essa opção abarca 55 lojas da rede em centros urbanos superpopulosos, como Nova York, Boston, Chicago, Washington e São Francisco.

Para além do preço baixo

Em entrevista ao portal eMarketer, o especialista em varejo americano, Ed Kennedy, diretor da empresa de inteligência de mercado Episerver, apontou que a concorrência pela entrega mais ágil e barata é feroz nos Estados Unidos, mas ainda liderada pela Amazon. “Para um varejista como a Target, que competiu em preço por tanto tempo, não há como continuar seguindo essa estratégia e vencer a Amazon. A boa notícia é que vimos a Target implementar uma variedade de inovações nos últimos trimestres para se diferenciar de outras formas”, avalia o especialista.

Aumento da cesta de produtos

As soluções de entrega da Target renderam à varejista um aumento substancial do número de produtos adquiridos pelos seus clientes em cada compra. O vice-presidente e COO da empresa, John Mulligan, afirmou, durante a divulgação de resultados da marca, que o tamanho médio da cesta para pedidos de Shipt era quase o dobro do tamanho médio da cesta, o que potencialmente compensa os custos de entrega. “À medida que diminuímos o custo real para entregar, a equipe continua a se concentrar em aumentar o tamanho médio da cesta para reduzir o custo por unidade e melhorar a economia da unidade em todos os nossos negócios digitais”, disse ele.

Produtos que puxam a alta

Produtos de beleza e para o lar foram tiveram grande participação nos bons resultados da Target no primeiro trimestre, junto com vestuário e acessórios, que continua sendo o carro-chefe da marca.

Uma pesquisa da Coresight Research de janeiro de 2018 apontou que a Target consegue concorrer cabeça a cabeça com a Amazon na venda de roupas e calçados pela internet. A Target tem 37,3% de share enquanto a Amazon possui 37,4%, apenas um décimo a mais. Para os mais jovens, a Target é preferência. Entre consumidores de 18 a 29 anos, ela tem 44% de preferência, segundo dados da Morning Consult.

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Outra pesquisa da Coresight Research, de março deste ano, apontou ainda que 37% dos usuários de internet dos EUA fizeram compras na loja de mantimentos da Target em 2017. O resultado só não é maior que o do Walmart, que domina o mercado com 60,8% dos consumidores tendo comprado em suas milhares de lojas nos Estados Unidos ao longo do ano passado.

Compra de alimentos pela internet também foi dominada pelo Walmart, com 25,5%. A Target ficou em terceiro lugar, com 6,9%, atrás da rede Kroger e suas bandeiras, que teve 8,1%.

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