Confiança do comércio é a melhor desde abril de 2014

Por: Leonardo Pinto 4.227 views

Empresários que atuam no comércio julgam a situação atual como favorável para expandir seus negócios. Levantamento da CNC evidencia a melhora

Créd: Shutterstock

A confiança do empresário que atua no comércio aumentou 14,6% em março, em comparação ao mesmo mês do ano passado. É o maior patamar desde abril de 2014,  segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De fevereiro para março, o indicador evoluiu 2,1% – a quinta alta mensal consecutiva.

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O resultado deve-se, principalmente, à melhor avaliação das condições correntes por parte dos comerciantes. Em março, 50,1% deles consideram seus desempenhos melhores do que há um ano. Em relação a 2017, a percepção dos varejistas sobre as condições atuais melhorou expressivamente em todos os itens avaliados (economia, setor e empresa), com destaque para a economia, com aumento de 50,9%.

“A leve recuperação do comércio, baseada principalmente no consumo, aliada à manutenção do cenário favorável de inflação e melhores condições de crédito, impactou positivamente a avaliação dos varejistas sobre o momento atual. O processo de recuperação, mesmo lento, tende a impulsionar ainda mais a confiança dos empresários”, afirma Bruno Fernandes, economista da CNC.

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Expectativas para o comércio

Segundo a CNC, as expectativas dos comerciantes no curto prazo são as maiores desde dezembro de 2013. Houve aumento 5,4%  na comparação anual e 1,0% em relação a fevereiro. As perspectivas no curto prazo em relação ao desempenho do comércio aumentaram em todos os quesitos pesquisados: o próprio comércio em geral (6,2%), da própria empresa (+3,9%) e da economia (+6,3%) melhoraram em comparação com o mesmo período de 2017. Na avaliação de 85,7% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos seis meses à frente.

O subíndice que mede as intenções de investimento no setor teve reação mais significativa  nas intenções de investimentos nas empresas, com alta de 21,7%. Nos três últimos meses do ano passado, já foi possível perceber o início de um processo de recuperação em alguns estados. Com isso, a CNC projeta abertura líquida de 20,7 mil novos pontos comerciais ao fim de 2018.

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