Varejo deve ter melhor Páscoa desde 2013

Por: Leonardo Pinto 4.268 views

Projeção da CNC diz que redução significativa no preço do chocolate é um dos fatores principais para impulsionar as vendas na Páscoa

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A Páscoa, feriado tão aguardado pelos lojistas, deve ter seu melhor resultado em vendas nos últimos cinco anos. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas do varejo voltadas à Semana Santa deverão crescer 3,5% em relação ao ano passado, já descontada a inflação do período. Se a projeção se confirmar, seria o desempenho mais positivo desde 2013, quando houve aumento de 4,8%.

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Os estabelecimentos do varejo alimentício, como hiper, super e minimercados, além das lojas especializadas em produtos associados à Páscoa, deverão faturar cerca de R$ 2,2 bilhões com as vendas voltadas para a Semana Santa deste ano. Desde 2017, o varejo conseguiu se recuperar na Páscoa. No ano passado, houve crescimento  de 1,1% no volume de vendas, após os fiascos em 2015 e 2016.

Impacto dos preços

A queda nos preços dos chocolates (8%), do azeite de oliva (3,8%) e a manutenção no valor dos pescados (0,2%), deverão estimular o crescimento das vendas na data. Por outro lado, os aumentos dos preços dos combustíveis (7,7%) e das passagens rodoviárias intermunicipais (6,7%) deverão atingir aqueles que pretendem se deslocar durante a Semana Santa.

Contratação e efetivação

Ainda segundo estimativas da CNC, a Páscoa deve gerar 10,6 mil postos de trabalho temporário, número ligeiramente superior às 10,5 mil vagas geradas na Páscoa passada.

Os maiores demandantes de trabalho temporário deverão ser os hiper, super e minimercados, respondendo por cerca de 62% do total de vagas oferecidas. O salário médio de admissão no varejo deverá ser de aproximadamente R$ 1.220, o que representará um avanço de 4,5% em relação àquele percebido na Páscoa de 2017.

Tão importante quanto o número maior de contratações será a taxa de efetivação em 2018. Do total de vagas temporárias oferecidas pelas atividades envolvidas com a Páscoa, 7,7% deverão se tornar postos de trabalho efetivo – maior percentual em três anos.

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