E-commerce será responsável por mais das metade das vendas de Natal

Por: André Jankavski 1.465 views

De acordo com pesquisa da consultoria Deloitte, 57% das pessoas pretendem gastar menos nos presentes em comparação a 2016

créd: Shutterstock

O comércio eletrônico está fazendo cada vez mais parte da vida do consumidor. Neste Natal, segundo a consultoria Deloitte, fará mais ainda. Isso porque, pela primeira vez, a maioria das compras da data festiva deverá ser feita por meios digitais.

A revista NOVAREJO digital está com conteúdo novo. Acesse agora!

De acordo com um levantamento feito pela Deloitte, 51% das compras relacionadas às festas de fim de ano serão feitas em lojas online. Há dois anos, esse percentual não ultrapassava os 43%. Entre os principais motivos para se comprar na internet estão preço (51%), maior oferta de mercadorias (60%) e praticidade (53%).

Um dos motores deste crescimento foi a rede social. A Deloitte pesquisou o comportamento dos compradores para o fim do ano e percebeu que postagens em redes como Facebook, Instagram e Twitter estão sendo fundamentais para converter interesse em vendas.

O levantamento apontou que 31% dos entrevistados entre 18 e 24 anos se dizem muito influenciados pelas mensagens nas redes. O percentual, no entanto, vai diminuindo conforme a idade: 30% nos consumidores entre 25 e 30 anos, 26% entre 31 e 40 anos e, finalmente, 21% para aqueles que têm mais do que 40 anos. Mesmo assim, ao menos um a cada cinco clientes compram por indicação ou publicidade nas redes.

“Cada vez mais, as redes sociais estão influenciando as compras no e-commerce. As pessoas olham os comentários de amigos e de outros consumidores antes de optar por um produto ou rede varejista”, afirma Reynaldo Saad, sócio-líder da Deloitte.

Internet sempre presente

Mesmo que apenas metade das pessoas pense em comprar os presentes no fim do ano, a internet aparece na jornada de nove a cada dez consumidores. A pesquisa mostrou que 93% dos consumidores navegarão na internet atrás de presentes, mesmo que finalizem as compras em uma loja física.

“Para cada etapa desse processo de compra, o consumidor brasileiro indica um canal diferente como preferência, caracterizando-se como phygital (físico e digital), que percorre meios físicos e digitais”, afirma Saad.

Natal pouco otimista

Apesar da economia apresentar resultados de melhora, 34% das pessoas ainda se veem em situação financeira pior do que a de 2016. Outros 28% disseram não ter apresentado melhoras em suas contas.

Por conta disso, 57% dos entrevistados pela Deloitte afirmam que vão gastar menos nas compras de Natal deste ano. Entre os principais gastos estão os investimentos em uma ceia mais farta (68%), compras de roupas (61%) e os presentes ocupam apenas a terceira posição (58%).

Isso acontece porque os brasileiros ainda estão preocupados com as dívidas. Para 47% dos ouvidos, a meta agora é pagar aquilo que se deve. Outros 37% afirmam que estão interessados em economizar. Para Saad esses números podem ser vistos com otimismo, mesmo com a tendência de um Natal de gastos mais tímidos.

“O fato de o motivo de se gastar menos ser a quitação de dívidas, ou economizar, sinaliza um avanço na maturidade financeira do consumidor, o que é positivo do ponto de vista econômico”, afirma ele. “Apesar de não favorecer o comércio, que sempre busca aumento das vendas, em especial, nessa época do ano.”

Carregando...

Carregando... por favor, aguarde.